Cidadão engravida filha (de 14 anos) do melhor amigo – Subornava a menor com dois mil kwanzas

Avatar By Redacao Ago 14, 2023

Um cidadão, de 44 anos, foi detido, no município de Cacuaco, em Luanda, pelas forças policiais afectas à Direcção de Investigação de Ilícitos Penais, por ter várias vezes abusado sexualmente a filha do seu melhor amigo de 14 anos, até engravida-la. O violador foi apresentado na quinta-feira última à imprensa.

O porta-voz da DIIP, inspector-chefe Quintino Ferreira, esclareceu que o violador abusava reiteradas vezes a menor, com suborno de dinheiro, cujo valor variava de dois a três mil kwanzas.

Quintino Ferreira explicou que os abusos sexuais começaram quando a menor, que vivia em Viana com a mãe e o padrasto, foi viver por algum tempo com o pai biológico, que conheceu 13 anos depois, na zona da Retranca, em Cacuaco.

“O vizinho, considerado melhor amigo do pai biológico, aproveitou-se do facto de frequentar a casa e passou a aliciar a menor com dinheiro”, disse, para avançar que levava de carro a adolescente a uma hospedaria onde mantinham relações sexuais sem protecção.

O caso repetiu-se vezes sem conta, até a menina acabar grávida, uma situação que despertou a família, em função do crescimento da barriga. Neste momento, a adolescente está com seis meses de gestação.

Interrogada pelos pais, a rapariga confessou que mantinha um caso com o vizinho e amigo do pai. “A informação caiu como uma autêntica bomba tanto para o pai biológico, quanto para o padrasto, este último que a criou desde um ano”.

À Polícia Nacional, a adolescente informou, ainda, que era ameaçada de morte pelo “papa anjo”, ou seja, o ngombidi, perdão, o violador, caso o denunciasse aos familiares.

Quintino Ferreira deu a conhecer que a mulher do acusado, insurgiu-se durante a detenção do marido, ameaçando, inclusive, que recorreria a práticas ocultas para prejudicar a menor, por esta lhe ter estragado a relação conjugal.

O detido está sob custódia da DIIP e aguarda por procedimentos subsequentes junto do Ministério Público, para a legalização da detenção e consequente responsabilização criminal. JA