“O povo não aguenta mais cinco anos”, diz Liberty Chiyaka

Avatar By Redacao Ago 12, 2023
Liberty Chyaka em Benguela


Líder da bancada parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, defende que o processo de destituição do Presidente da República de Angola não é um problema entre a UNITA e o partido no poder, o MPLA, mas sim entre João Lourenço e o povo.


Apresentamos pequena parte do discurso do líder da bancada parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka:
Destituição não significa golpe de Estado, destituição não significa criar instabilidade, destituição significa responsabilizar os maus gestores, os maus governantes.
Seu presidente pode demitir os ministros que não trabalham bem, pode demitir os governadores, seus auxiliares, o povo também podem demitir o seu presidente.
Façam essa relação, fique mesmo claro e o meio que o povo tem, que a Constituição salvaguarda para o fazer, não é manifestação. não é, é a destituição, e é feito na Assembleia Nacional, fique mesmo claro.
Este é o novo problema dos partidos políticos, o cidadão está a dizer sempre que o governo falhou. O governo fracassou. O presidente falhou. O presidente fracassou. Não aguenta mais cinco anos.
Para dizer um basta as violações da Constituição, basta as violações à lei, basta o desvio do horário público, devemos estabilizar o titular do poder executivo. É o que estamos a fazer.
Portanto, fique bem claro que não se trata de um problema entre a UNITA e o MPLA. Não, não. Este é um problema entre o presidente e o cidadão. O cidadão age por meio dos seus representantes no poder legislativo do Estado, que são os deputados.
Como o voto vai ser secreto. É o que diz o regimento interno da Assembleia Nacional. O resultado é imprevisível. E é ali onde está a preocupação.
Feita a votação secreta, eu volto a dizer aqui, de viva voz, denunciar a intimidação que está sendo feita aos meus colegas deputados do grupo Parlamentar do MPLA. Estão a ser intimidados a dizer para vocês, cuidado.
O voto vai ser secreto. Mas depois de votarem, vamos recolher os boletins de voto. Vamos analisar boletim por boletim. Ver as impressões digitais para ver quem votou a favor da distribuição. DW