O momento não é de lamentações e muito menos de apontar o dedo a quem quer que seja, diz PR, salientando que a crise é global e Angola não é excepção

Avatar By Redacao Ago 10, 2023

O Presidente da República disse esta quinta-feira,10, que é altura de “arregaçar as mangas e de trabalhar mais, sobretudo no campo, com vista a alcançar a auto-suficiência alimentar”, bem como “aumentar e diversificar a gama de produtos de exportação”. Para João Lourenço, “o momento não é de lamentações e muito menos de apontar o dedo a quem quer que seja”. “A crise é global e Angola não é excepção”, afirmou.

João Lourenço, que discursava na abertura da 4.ª edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA), que decorre na cidade do Lubango, província da Huila, disse ser importante continuar a prestar uma atenção redobrada à qualidade dos serviços de saúde e educação, melhorar a qualidade do trabalho e potenciar os recursos humanos com as ferramentas necessárias para o aumento da produtividade, assim como os programas de geração dos rendimentos das famílias.

Referindo-se ao Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), disse que é “um caso de sucesso e bom exemplo de que podemos confiar na capacidade dos municípios na execução de obras de infra-estruturas com empresas locais”.

João Lourenço destacou a atenção prestada pelo Executivo à implementação de projectos de infra-estruturas e prestação de serviços essenciais em áreas como saúde, educação, abastecimento de água/energia eléctrica, habitação, transporte e logística.

“As referidas áreas são tão necessárias para a promoção do bem-estar da população, quanto para o desenvolvimento da actividade económica dos empresários”, referiu, adiantando que está em curso o programa de combate à seca no sul do país, destacando a construção do canal do Cafu, na província do Cunene, que permite captar e transferir água do Rio Cunene para várias povoações.

João Lourenço disse ser este o momento de “arregaçar as mangas e de trabalhar mais, sobretudo no campo, com vista a alcançar a auto-suficiência alimentar, aumentar e diversificar a gama de produtos de exportação”.

“É preciso tirar-se o melhor proveito possível da abundância e qualidade dos solos aráveis, do bom clima, dos imensuráveis recursos hídricos de que Angola dispõe e dos seus recursos humanos jovens, para transformar essa riqueza potencial em riqueza real”, disse, salientando que a crise é global e afecta todos, Angola não é uma excepção.

“O momento não é de lamentações e muito menos de apontar o dedo a quem quer que seja”, acrescentou, destacando que chegou momento de distribuir as terras há décadas em posse de cidadãos que não lhes dão qualquer uso.

“Da nossa parte reiteramos o compromisso de continuar a desenvolver estratégias para criar um bom ambiente de negócios, diversificar a economia, aumentar a produção nacional, aumentar as exportações, reduzir as importações e aumentar a oferta de oportunidades e postos de trabalho”, salientou, reiterando o apelo à banca comercial para colocar no centro das suas prioridades a necessidade premente do financiamento à economia real, sem que para tal seja necessário um aviso do regulador, porque sem o impulso da banca a economia não cresce.

No certame estão inscritas, na presente edição, 164 municípios, 18 governos províncias, 128 empresas, Ministérios, instituições públicas e empresas públicas e privadas que, numa área geral de 15.000 metros quadrados, estão a expor as suas potencialidades, durante quatro dias. NJ