Professores do ISCED do Uíge proibidos de cobrar por orientação de trabalho de fim do curso – Instituição diz que a tutoria faz parte das atribuições dos docentes

Avatar By Redacao Abr 21, 2023
Os professores do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) da província do Uíge estão proibidos, por regulamento da instituição, de cobrar dinheiro aos estudantes finalistas para a orientação de trabalho de fim do curso. A instituição diz que a tutoria faz parte das atribuições dos docentes, que auferem um subsídio de inovação pedagógica, e assegura ser crime a cobrança de valores aos estudantes para a orientação de trabalho do fim do curso.
A direcção do ISCED-Uíge garante que orientar o trabalho de fim do curso é uma tarefa ligada à investigação científica e que os professores recebem este subsídio, na ordem dos 30% do valor do seu salário.
A informação foi avançada à Radio Nacional de Angola (RNA) pelo presidente do ISCED/Uíge, professor Mona Panzo, que salientou ser infracção qualquer cobrança de dinheiro por parte do docente dos ISCED/Uíge para orientação de trabalho de fim do curso.
“Não existe uma Lei no País nem a nível do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) e de outros órgãos, nem a nível da instituição que orienta a cobrança de valores aos estudantes. Isto não é legislado. O professor, no ensino superior, além do seu salário, tem um subsídio de inovação pedagógica e apoio a investigação científica”, explicou, acrescentado que esse subsídio começou a ser pago recentemente.
Conforme este responsável, o ISCED/Uíge acabou, recentemente, por aprovar um novo regulamento de trabalho de fim do curso que proíbe formalmente a cobrança.
O presidente do ISCED/Uíge garantiu que é a primeira vez na história da instituição que os professores estão proibidos deixar de cobrar.
Mona Panzo disse que, formalmente, o estudante deve apenas pagar 10 mil kwanzas à instituição, através das vias de pagamento ao Estado, e esse dinheiro entra directamente para a Conta Única do Tesouro.
“O regulamento aprovado prevê sanções aos docentes que tiverem envolvimento comprovado”, explicou o responsável que pede aos estudantes para denunciarem casos em que isso venha a acontecer.
O Novo Jornal soube junto de uma fonte da instituição que existem alguns professores no ISCED/Uíge a tutorarem mais de 20 estudantes.
Segundo a fonte, os estudantes pagam aos tutores entre 200 e 250 mil kwanzas para serem orientados na elaboração do trabalho do fim de curso.
Fonte: Novo Jornal