Temos um Presidente ilegítimo – Timóteo Miranda

Avatar By Redacao Mar 29, 2023
Quando temos um estado desconhecido e totalmente fracassado muitas coisas de ordem natural nos foge à vista, a Constituição da República é uma bússola da ordem político-juridico que deve ser promovido e fiscalizado a sua funcionalidade, oque não é constitucional deve ser combatido por todos que amam esta pátria; Os políticos desaparecem mas a pátria continua, é necessário protegermos a dignidade deste espaço geográfico que adquirimos naturalmente onde podemos discutir direitos e deveres.
No artigo 3 da CRA no primeiro ponto, ela apresenta a direcção de todas as vontades do estado defendendo que a
” soberania, una e indivisível, pertence ao povo, que a exerce através do sufrágio universal, livre, igual, directo, secreto e periódico, do referendo e das demais formas estabelecidas pela Constituição, nomeadamente para a escolha dos seus representantes”, o conceito soberania é nada mais/nada menos que a vontade suprema, isto é, quem decide as linhas mestras do destino do país é o povo e suas vontades devem ser respeitados e considerados como o primeiro projecto social.
O povo tem a autoridade de escolher quem o deve representar de forma livre e justa, quando esta vontade é subvertida estamos perante um poder ilegítimo e bandido. A CRA não para por aí, ela apresenta os caminhos a se seguir quando essa vontade é subvertida, no ART 4: “São ilegítimos e criminalmente puníveis a tomada e o exercício do poder político com base em meios violentos ou por outras formas não previstas nem conformes com a Constituição”; O actual Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço foi o grande protagonista do golpe constitucional das últimas eleições gerais no nosso país em Agosto de 2022, usando as instituições corrompidas e o poder militar para intimidar o povo na discussão da legitimidade do poder.
Em condições normais as instituições representativas desde o início já deveriam impugnar essas acções anti-democráticas e que nada refletem a vontade soberana do povo, a incapacidade das tais acções é resultado da alienação do conceito estado democrático e direito, o MPLA arrancou o poder nas mãos da maioria, violou todos os parâmetros eleitorais, reduziu o poder legislativo e judicial a zero, promoveu a injúria e a perseguição aos opositores, diante de tudo deve ser unânimes em admitir que os angolanos precisam lutar para reconquistar este poder que está a ser mal gerido a quarentena e oito anos. É necessário mobilizarmos todos e todas alertartando os perigos que as gerações vindouras também hão de passar se não lutarmos por uma sociedade que se observa os direitos fundamentais e que se propicie o básico. As pessoas precisam levantar das inércias e defendermos o nosso país contra estes golpistas que único interesse é explorar e nada mais.