Kuduro: Um pretenso projecto político de manipulação das massas e de espaços sociais falidos – Isidro Fortunato

Avatar By Redacao Mar 29, 2023

Na sua actual roupagem, o Kuduro glamouriza a estupidez, a mediocridade, o emburrecimento, a prostituição, o alcoolismo, a hipersexualização, o uso da Jarda, a promiscuidade, promover o Kuduro no actual contexto é promover a violência social atrelado ao facto de que esta mesma promoção, iliba o próprio estado das responsabilidades do actual estado do País e o actual estado da juventude, o sentimento de pertença é maior porque o Kuduro a semelhança de outros produtos originados na acidez dos espaços sociológicos criados pela incompetência e a incapacidade do governo em lidar com a vida humana e suas complexidades, somente foi aceite pelas elites assimiladas e conplexadas de Angola quando o Português em Portugal aprovou e abriu as portas para internacionalização daí os assimilados em seu orgulho ovacionarem o estilo ao estatuto de “cultura Nacional”.
Nas periferias o estrago é evidente, pois o sistema criou canais que permitem a proliferação do estilo dentro de condutas pouco benéficas a própria sociedade, uma maioria que vibra dentro das carências que o sistema produz, a falta de educação de qualidade, a falta de oportunidades e a exclusão social, são estes os elementos que permitem a produção de músicas sem qualquer responsabilidade social, com teor ácido e destrutivo, porque são produto das baixas frequências onde o povo é atirado por via de uma governação criminosa.

Kuduro saiu de um estilo com capacidade de se afirmar como cultura, para um pretenso projecto político de manipulação das massas e de espaços sociais falidos.

Definir cultura não é sobre definir entretenimento, é acima de tudo sobre definir comportamento, e o sistema, o governo, está consciente disso, um estilo que promove a inconsciência social, o alcoolismo , a prostituição, é uma estilo que não representa ameaça directa ao projecto de poder da elite politica que governa Angola a quase meio século, portanto isto explica porque Nato P3, Bruno M, Rey Panda,e outros grandes letristas do Kuduro, foram banidos da comunicação social em detrimento de Dabeleza, Nagrelha, De Gala, Flor de Raiz, Poca Py, Jessica PitBull e tantos outros cujas músicas funcionam como drogas psicossociais na destruição consciente da própria sociedade.
O resto o tempo dirá…