Guerra e conflitos de valores – Hélder Chihuto

Avatar By Redacao Mar 29, 2023

Estamos a chegar a um estágio bastante preocupante, e que a todos nos deverá levar a uma profunda reflexão e consequente mudança de consciência, vê-se muitos discursos de ódio nas redes sociais, discursos incendiários, extremistas e de assassinato de carácter de pessoas de bem, é preciso haver contenção dos ânimos, é possível viver e conviver no respeito a diferença mesmo na diversidade, quem pensa diferente de nós, a partida não pode ser visto como nosso inimigo.
Quem prega a democracia, precisa ser democrata em tudo, precisa saber respeitar os direitos, as garantias, as liberdades individuais fundamentais de cada um, não deve haver imposição de aceitação desta ou aquela vontade, quem condena os actos do A, não pode fazer igual ao A, não podemos julgar ser somente patriota aquelas pessoas que concordam com a nossa maneira de pensar, de ver, e de fazer as coisas.
Está escrito, na ira do homem, a justiça de Deus não se revela, vejo que estamos a agir com ira, com raiva, com ódio, com desespero, e nesta ordem, fizemos sucumbir a ética, a moral, a boa educação, o civismo, a urbanidade, a inteligência e a sabedoria, a razão e a justiça, existem intenções que parecem boas, mas que no final o seu efeito é apenas o nada, e outras parecem más, mas que no final o seu efeito é deveras positivo, a calma é mãe do sucesso e a prudência da vitória.
Precisamos todos lutar, afincadamente para melhorarmos a nossa qualidade de consciência jurídica, vê-se que a intolerância, a rudeza, a incivilidade está a sobrepôr -se aos valores estruturantes de boa convivência em sociedade, de lembrar, que o MPLA, a UNITA, a FNLA, preferiram a guerra, que se prolongou no tempo sensivelmente 30 anos, mas que não resultou em nada, até hoje, volvido mais de 20 anos, Angola sente e ressente os seus efeitos colaterais.
A manifestação é um direito fundamental do cidadão e que em nenhuma circunstância lhe deve ser vedado o livre exercício deste direito, salvo nos termos em que a lei admita, todavia, em igualdade de circunstâncias, não se deve confundir liberdade com libertinagem, pra tudo, há um limite.
Pois, lá onde há um direito, há inequivocamente um dever que lhe acompanha, sou pela mudança irrefutável de paradigma, sou pela alternância política e pela transição pacífica do poder, sou pela justa distribuição das rendas públicas nacionais, sou pela justiça Social, sou pelo respeito aos direitos humanos e a valorização efectiva da pessoa humana, sou pelo respeito as autoridades e estes aos Povo, eu sou ZERO CRIANÇAS NA RUA.
Mas, que fique patente, que eu sou de igual modo contra a desordem pública, sou contra todos tipos de injustiças, sou contra a falta de ética, de respeito, de urbanidade, sou contra a imposição de vontade, sou contra a ditadura civil ou militar, sou contra o vandalismo, a arruaça, a inveja, a conspiração, o assassinato de carácter gratuito de pessoas de bem.
Somos um povo multi étnico, multipartidário, multicultural, com uma larga escala de multiplicidade de religiosidade, logo, é impossível julgar, ou levar as pessoas a pensarem tal como pensamos, católico é católico, protestante é protestante, TJ é TJ, Pentecoste é Pentecoste, logo não deve haver sobreposição de vontades, mas tudo isso, é inequivocamente consequência das políticas falhadas no domínio Social, educacional, político, religiosos e acima de tudo familiar.
Apesar de estarmos secundado dentro do espírito de uma sociedade maniqueísta, mas julgamos ser possível fazer, ser, e se destacar pela diferença, o crime não compensa, daí é que ofender, injuriar, difamar, caluniar não é o melhor caminho, e com isso, só revelamos que na prática, somos piores do que quem a gente condena a todo tempo.
Haja manifestação, protesto, repúdio, mas sempre com o devido respeito que se impõe.
Obs: o seu futuro, está em suas mãos, ele, depende por excelência de si, o seu nível de educação, respeito, e ética, determinará o rumo do seu futuro.
João -8-32- falai a verdade e a verdade vos libertará.