Visões Renovadas: Perspectivas de Lopes de Almeida Joaquim sobre a Assistência Social

Assistência Social em Angola

Em um diálogo profundo com Lopes Almeida Joaquim, formado pelo Instituto Superior de Serviço Social de Angola (ISSS) e atuante como Assistente Social no Centro de Apoio Integrado à Vítima de Violência Doméstica de Talatona (CAIVVITA), emergem questões cruciais sobre a dinâmica do serviço social em Angola. Com uma visão aguçada sobre as barreiras e desafios enfrentados pela classe, Lopes compartilha suas percepções sobre o mercado de trabalho, o papel dos assistentes sociais na implementação de políticas públicas e os desafios impostos pela pandemia e inflação.

Em Busca do Equilíbrio Social

Lopes descreve um cenário onde os assistentes sociais angolanos estão “à deriva”, enfrentando desafios significativos na busca pelo equilíbrio social. Muitos estão se reinventando, enquanto outros enfrentam dificuldades para exercer suas atividades em meio às barreiras sócio-políticas.

O Papel do Assistente Social na Implementação de Políticas Públicas

Destacando a importância do assistente social na implementação de políticas públicas, Lopes enfatiza que a função vai além do diagnóstico social. Ele descreve o papel vital dos assistentes sociais na interação com os beneficiários das políticas, garantindo seu bem-estar, dignidade e liberdade.

Desafios no Mercado de Trabalho

Lopes reconhece que o mercado de trabalho para o serviço social em Angola é complexo, com muitas barreiras e poucas ofertas. No entanto, ele ressalta a importância da ação coletiva para superar esses desafios e conquistar espaço no mercado.

Entidades Representativas e Assistencialismo

Lopes identifica a Associação dos Assistentes Sociais de Angola (AASA) como a principal entidade representativa da classe, mas expressa preocupação com sua eficácia, especialmente durante a pandemia. Ele discute a transição do assistencialismo para a ação social e os desafios enfrentados pela classe em seu envolvimento efetivo.

Respostas à Crise da Covid-19 e Posição sobre Manifestações

Abordando a crise da Covid-19 e a posição dos assistentes sociais em relação às manifestações, Lopes destaca a importância de respeitar a soberania popular e reconhece os desafios enfrentados pela sociedade angolana em meio à crise.

Por fim, Lopes deixa uma mensagem de encorajamento aos assistentes sociais, enfatizando a importância do sacrifício na busca pela emancipação profissional e ressaltando a necessidade de priorizar a moralidade em todas as ações.

Em suas palavras, Lopes Almeida Joaquim não apenas destaca os desafios enfrentados pelos assistentes sociais em Angola, mas também lança um olhar esperançoso para o futuro, onde a solidariedade e o compromisso com o bem-estar social podem superar todas as barreiras.